Sorte ou azar

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**SORTE OU AZAR, O TEMPO DIRÁ**
[Intro ponteio viola caipira]

Zezinho era um menino que morava lá na roça,
sentado ele ficava na beira da estrada,
quando de repente, no horizonte a despontar,
surgiu uma tropa a caminhar.

O guri bem curioso subiu em um palanque a observar,
um potrinho que parecia perdido,
ia bem atrás parecendo ferido.

O coração do piá se encolheu
de tanta dó que aquela cena lhe deu.

Mais que depressa chamou seu pai:
— Pai, me compra esse potrinho,
que eu lhe vou a cuidar.

Seu pai muito encabulado
disse preocupado:
— Meu filho, não tenho condições de comprar...

O menino ficou triste
e chorou calado.

Veio então o peão,
e vendo aquela situação,
ficou com muita pena e disse:

— Esse potro está a nos atrasar,
O senhor me faz um favor se com ele ficar,
só nos deixe essa noite aqui posar.

O menino se alegrou,
e correndo seu potro ele apiou
Naquela noite houve festa,
mate, churrasco e seresta.

[Solo ponteio de viola]

O vizinho vendo aquela festança
foi lá perguntar pra criança
o que é que tinha sucedido.

Ele respondeu:
— Esse potro foi o vaqueiro que me deu,
vou cuidar dele
e será minha montaria algum dia.

O vizinho cresceu o olho e falou:

— Que sorte que o piá tirou!

O pai que estava a escutar disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

O tempo passou e o mundo girou.

O potro cresceu e virou um alazão,
e o menino cresceu e virou um peão.
Inseparáveis cresceram como irmãos.

Mas um dia o cavalo viu uma matriz
e fugiu com a égua de raiz.

Chegou o vizinho e disse:

— Que azar que o piá tirou!

O pai que estava a escutar disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

Seis meses se passaram, o cavalo voltou,
mas não veio sozinho.

Trouxe uma tropa selvagem.
O guri abriu a porteira
e guardou a manada,
e contou cabeças até a alvorada.

O vizinho veio assuntar, exclamou:

— Mas que sorte, piá!

O pai bem sereno disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

No dia seguinte o guri foi aos potros domar.
De pulo ligeiro ele foi ao chão,
quebrando a perna, rompendo o tendão.

O vizinho veio como de costume:

— Mas que azar, piá...

O pai preocupado disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

Na semana seguinte, estourou a guerra
naquele lugar,
e todo rapaz que estivesse são
ia ter que se alistar
para lutar a peleja,
salvar a nação.

O vizinho assombrado veio falar:

— Que sorte que tu tem, piá...
não vai pra guerra, vai se salvar...

O pai aliviado disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

[Final]
E assim é a vida,
uma roda a girar.
Talvez seja sorte,
talvez seja azar.

Mas o jogo só termina
quando a jornada acabar,
quando os olhos se fechar,
quando a vida se terminar.

Enquanto isso vou dizendo:

Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

Music
música sertaneja

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Janaina Cibeli Lopes Dobbins
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Title Sorte ou azar
**SORTE OU AZAR, O TEMPO DIRÁ**
[Intro ponteio viola caipira]

Zezinho era um menino que morava lá na roça,
sentado ele ficava na beira da estrada,
quando de repente, no horizonte a despontar,
surgiu uma tropa a caminhar.

O guri bem curioso subiu em um palanque a observar,
um potrinho que parecia perdido,
ia bem atrás parecendo ferido.

O coração do piá se encolheu
de tanta dó que aquela cena lhe deu.

Mais que depressa chamou seu pai:
— Pai, me compra esse potrinho,
que eu lhe vou a cuidar.

Seu pai muito encabulado
disse preocupado:
— Meu filho, não tenho condições de comprar...

O menino ficou triste
e chorou calado.

Veio então o peão,
e vendo aquela situação,
ficou com muita pena e disse:

— Esse potro está a nos atrasar,
O senhor me faz um favor se com ele ficar,
só nos deixe essa noite aqui posar.

O menino se alegrou,
e correndo seu potro ele apiou
Naquela noite houve festa,
mate, churrasco e seresta.

[Solo ponteio de viola]

O vizinho vendo aquela festança
foi lá perguntar pra criança
o que é que tinha sucedido.

Ele respondeu:
— Esse potro foi o vaqueiro que me deu,
vou cuidar dele
e será minha montaria algum dia.

O vizinho cresceu o olho e falou:

— Que sorte que o piá tirou!

O pai que estava a escutar disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

O tempo passou e o mundo girou.

O potro cresceu e virou um alazão,
e o menino cresceu e virou um peão.
Inseparáveis cresceram como irmãos.

Mas um dia o cavalo viu uma matriz
e fugiu com a égua de raiz.

Chegou o vizinho e disse:

— Que azar que o piá tirou!

O pai que estava a escutar disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

Seis meses se passaram, o cavalo voltou,
mas não veio sozinho.

Trouxe uma tropa selvagem.
O guri abriu a porteira
e guardou a manada,
e contou cabeças até a alvorada.

O vizinho veio assuntar, exclamou:

— Mas que sorte, piá!

O pai bem sereno disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

No dia seguinte o guri foi aos potros domar.
De pulo ligeiro ele foi ao chão,
quebrando a perna, rompendo o tendão.

O vizinho veio como de costume:

— Mas que azar, piá...

O pai preocupado disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

Na semana seguinte, estourou a guerra
naquele lugar,
e todo rapaz que estivesse são
ia ter que se alistar
para lutar a peleja,
salvar a nação.

O vizinho assombrado veio falar:

— Que sorte que tu tem, piá...
não vai pra guerra, vai se salvar...

O pai aliviado disse:
[Refrão]
— Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...

[Final]
E assim é a vida,
uma roda a girar.
Talvez seja sorte,
talvez seja azar.

Mas o jogo só termina
quando a jornada acabar,
quando os olhos se fechar,
quando a vida se terminar.

Enquanto isso vou dizendo:

Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Sorte ou azar, o tempo dirá...
Work type Music
Tags música sertaneja

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Identifier 2605305826089
Entry date May 30, 2026, 2:39 PM UTC
License Creative Commons Attribution-ShareAlike 4.0

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Author - Composer. Holder Janaina Cibeli Lopes Dobbins. Date May 30, 2026.
Author - Lyricist. Holder Janaina Cibeli Lopes Dobbins. Date May 30, 2026.
Author - Song producer . Holder Janaina Cibeli Lopes Dobbins. Date May 30, 2026.


Information available at https://www.safecreative.org/work/2605305826089-sorte-ou-azar
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